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Anolis Verde
Nome científico: Anolis carolinensis.
Nome Popular: Anolis comum, Camaleão americano, Anolis verde.
Ordem: Squamata.
Subordem: Lacertilia.
Família: Iguanidae.
Tamanho: 15 a 18 cm.
Longevidade: de 7 a 10 anos em cativeiro.

Origem: Sudoeste dos Estados Unidos da América e algumas ilhas das Caraíbas.
Ambiente:
bosques abertos, com árvores e arbustos em abundância.
Hábitos: São lagartos arborícolas, diurnos, normalmente observados em árvores, arbustos, plantas trepadeiras, ou mesmo perto de casas. Podem subir sobre cercas e telhados baixos. Os anolis passam várias horas imóveis, a apanhar “banhos” de sol em cima galhos ou numa parede.
Fotos - Os meus Anolis carolinensis
Temperamento: Os espécimes machos são territorialistas, mostrando-se bastante agressivos quando outro indivíduo invade a sua área de captura de alimentos: comprimem o corpo, inflamam a garganta e agitam energicamente a cabeça. Se não conseguem afugentar os intrusos, entram em violentos combates com eles.
Terrário: Apesar de pequenos, em cativeiro, requerem espaços bastante grandes. A largura do terrário deve ter mais de 6 vezes o comprimento de um animal. Um terrário de vidro ou acrílico com 60x 40x 50 cm comporta de 3 a 4 anolis (apenas 1 macho). O terrário deve ficar permanentemente fechado, pois esses lagartos escalam praticamente todas as superfícies, e precisa de ser alto o suficiente para permitir a instalação de algumas rochas, plantas (naturais ou artificiais) e galhos. O substrato pode ser folhas secas, húmus, barks (cascas de árvore), etc. Forneça-lhes água borrifando-a no terrário, pois eles não costumam beber em potes, mas sim água em movimento (a escorrer no vidro ou nas folhas das plantas do terrário).
Alimentação: Os anolis verdes são insectívoros, alimentando-se na natureza de grilos, baratas, lagartas e mariposas, etc., pequenas aranhas também fazem parte do seu cardápio. Em cativeiro podem ser alimentados com pequenos grilos, larvas da cera, moscas da fruta, etc. As larvas de tenébrios não são muito recomendados porque os anolis não conseguem digeri-los bem. Como complemento, pode ser oferecido papas de frutas (similar aos alimentos oferecidos para bebés), um bom substituto para o néctar ingerido na natureza. A dieta deve ser complementada com suplementos de vitaminas e cálcio.
Iluminação: Forte, a iluminação adequada precisa emitir os raios UVa e UVb, pois os raios UVb, que ajudam a fixar o cálcio no esqueleto dos animais. Devem ficar ligadas de 12 a 14 horas diárias.
Temperatura: Próxima dos 28ºC, reduzindo-se ligeiramente à noite.
Humidade: Cerca de 60 % à 80%. Borrife o terrário 2 vez ao dia, de preferência pela manhã e de tarde.
Dimorfismo sexual: Os machos são bem maiores e apresentam uma grande “papada” rosada (na garganta), utilizada para corte e defesa do território.
Reprodução: O acasalamento ocorre durante vários meses, a partir do fim da primavera até o início do Outono. Os machos exibem-se para as suas parceiras com os mesmos movimentos usados para afugentar invasores: agitam a cabeça e inflamam a garganta. É posto um a dois ovos por vez, que é rapidamente oculto sob as folhas.
Observações:
- Os anolis verdes trocam de pele várias vezes por ano, em intervalos irregulares, de acordo com a maior ou menor exposição ao calor.
- Frequentemente confundidos com os famosos camaleões, os anolis verdes são pequenos lagartos arborícolas nativos do sudoeste dos EUA e de algumas ilhas do Caribe. Bastante resistentes, podem ser encontrados em diversas regiões de clima quente das América do Norte e Central, nas quais foram introduzidos posteriormente. A sua capacidade de escalar determinou a sua perfeita adaptação a áreas suburbanas, onde são vistos em muros, cercas, quintais e até mesmo dentro das casas; a salvo de predadores, como as aves e gatos, e também dos simplesmente e curiosos cães.
- Estes animais se distinguem pelo corpo fino e a longa cauda que apresentam. Da mesma maneira que os camaleões verdadeiros, os anolis verdes conseguem mudar de cor, mas limitam-se aos tons de verde, amarelo, cinza e castanho. Os anolis verdes não conseguem imitar a cor do ambiente; a tonalidade da pele altera-se de acordo com a quantidade de luz e calor a que estão expostos e, no caso dos machos, na presença de um invasor. Os espécimes saudáveis, quando não estão assustados, exibem a cor verde brilhante em todo o corpo, com excepção da garganta, que é rosada.
- Os machos exibem uma bolsa na garganta, formando uma papada, que é utilizada tanto para a parada nupcial, quanto para as disputas por território.
- Animais ágeis e muito activos, a natureza desenvolveu, nos anolis verdes, almofadas plantares especiais, que lhes permitem escalar, correr ou "colar-se" em praticamente qualquer superfície. Outra adaptação evolutiva é a cauda extremamente frágil, que se desprende do corpo quando o lagarto está sendo perseguido por um predador, permanecendo com movimentos por alguns minutos, tempo suficiente para o anolis escapar; uma nova cauda cresce em pouco tempo, geralmente mais curta do que a original.
- Ao contrário de outros lagartos criados em cativeiro, não devem ser manuseados, a menos que tenham sido acostumados desde pequenos. Mesmo que aparentemente estejam contentes a passear pela mão de um ser humano, na verdade, estão em alerta; o calor e a textura é muito agradável para eles, mas os movimentos, mesmos mínimos, são identificados pelas suas patas sensíveis. Uma vez que é caçado por diversas espécies (inclusive outros lagartos), o anolis é assustadiço e é um animal para ser visto e admirado nos seus movimentos e trocas de cor, e não para serem tocados. Outra providência na criação é permitir que o animal descanse por 10 a 12 horas diárias, com as luzes apagadas.
- Dois machos não devem ser reunidos num mesmo terrário, porque vão disputar o território até à morte de um dos combatentes. As fêmeas, ao contrário, normalmente podem ser reunidas em grupos, dos quais um macho pode também fazer parte.